Conta-se que na época do entrudo, hoje Carnaval, no litoral Paranaense, o cabloco, no decorrer de três dias, deixava de lado seus afazeres rotineiros e dedicava-se a dançar fandango e a comer. Os fandangueiros só voltavam a sua vida normal à meia-noite de terça feira, com o início da Quaresma.
O Barreado, hoje considerado o prato típico do Paraná, era o alimento único feito para o pessoal agüentar a maratona, e preferido pela facilidade do preparo pela cablocas. Elas podiam deixar o "cargo de cozinheira" e participar do Fandango. Têm-se notícias, que pelo mesmo motivo (liberação das pessoas encarregadas da cozinha) promoviam-se mutirões, também conhecido na região como "pixerão", no preparo da terra para o plantio ou "bateção do arroz", isto é, reuniam-se amigos, vizinhos e "camaradas" para ajudar e, em troca, poderiam saborear fartamente o Barreado.
Pelas estórias contadas de Pai para Filho, sabemos que os Mamelucos (cruzamento de índios com Portugueses), vinham à Vila trazer produtos da lavoura a seus patrões, ficando geralmente para almoçar, comendo Guisado comum, feito em casa. Afinal, uma especialidade portuguesa.
Tanto gostaram, que introduziram no cardápio dos sítios onde moravam.
A carne era de peito, mais gorda e mais barata. Colocavam toucinho e todos os temperos disponíveis, cozinhando-se por longo tempo para deixar a carne bem macia.
Notaram que o cozido secava rapidamente e resolveram vedar a panela de barro usando folha de bananeira sapecada no fogo. Na boca da panela colocavam a tampa e, com uma massa feita de cinza, barro e água quente, "barreavam" a panela, isto é, vedavam de tal maneira que o vapor era inteiramente aproveitado.
Após, colocavam em valas sobre o braseiro, levando cerca de 24 horas para que ficasse no ponto. Um verdadeiro ritual.
A carne era e sempre foi cara para o cabloco e, por esse motivo, só faziam o Barreado no Carnaval.
Esta iguaria foi enfim introduzida nas cidades quando as famílias mais abastadas, tidas como tradicionais, e que consideravam as folias de Carnaval como indignas, recolhiam-se em seus sítios. Lá, visitando os Caboclos da região, acabavam por experimentar o apetitoso Guisado, aderindo a esta saborosa comida.
COMO FAZER O BARREADO?
INGREDIENTES: (Para 10 pessoas)
- 5 Kilos de carne (peito, patinho ou colchão mole) - 500 gramas de toucinho fresco - 5 cabeças grandes de cebola - 3 cabeças médias de alho - Folhas de louro - 1 pitada de cominho em pó (torrado) - 1 colher de pimenta-do-reino - 1 pitada de coentro - Pimenta vermelha - Sal a gosto
Feito na véspera de ser servido:
Cortar as carnes em pedaços pequenos (cubinhos de 3 a 4 cm) e o toucinho em pedaços menores (quadradinhos de 1 a 2 cm). Coloca-se todos os temperos (menos a pimenta vermelha).
Põe-se as carnes temperadas e o toucinho numa panela de barro.
Tampa-se a panela com uma folha de bananeira previamente sapecada no fogo, amarrando-a na boca da mesma. Ou, coloca-se a tampa e, como uma mistura de farinha de mandioca, cinza e água quente, barreia-se, vedando bem. O tempo de cozimento não pode ser inferior à 12 horas. O fogo é brando.
O segredo é o cozimento lento. Por isso, acostuma-se preparar ao meio-dia da véspera, só abrindo a panela no meio-dia seguinte, usando o fogão à lenha. Quando abrir a panela, experimente se está bom de sal, e acrescente o molho de pimenta vermelha a gosto.
COMO SERVIR.
Coloca-se a farinha de mandioca no prato e escalda-se com o Barreado (como quem faz um "pirão bem molinho").
Porque o Barreado era tão conhecido pelos moradores litorâneos?
Qual a importância dessa comida típica para a cultura paranaense?
Vocês já provaram essa comida?
Recursos pedagógicos necessários:
tv pendrive
tv multimídia
Catarse:
A cultura litorânea é formada por várias tradições e gastronomias,inclusive a festa profana que originou o carnaval.Nessa festa come-se o Barreado que é cozido durante a festa.
Avaliação:
Atráves dos assuntos colocados em prática na aula,ver se o aluno conseguiu aprender sobre o assunto da origem do Barreado e do entrudo.
Prática social final do conteúdo:
-Intensões do aluno:
Valorizar a cultura e culinária nativista paranaense.
-Ações do aluno:
Sugerir aos pais que experimentem o culinária local.
Roteiro revisado!
ROTEIRO DE TRABALHO
Aluno mestre: Tamara Ribeiro dos Santos
Proposta de Aula/ série: Alfabetização
Escola/ Instituição: APAE
Título/tema: Guia do Ciclista
Objetivos Específicos:
Ensinar a crianca como respeitar as leis de trânsito e as regras de circulação do ciclista, pedalando sempre com muito cuidado e atenção.
Pratica social inicial do Conteúdo:
Listagem - Conteúdo
Como atravessar a rua?
A importância dos equipamentos de segurança para o ciclista.
Prestar atenção nas curvas, cruzamentos.
Os equipamentos de seguança do ciclista.
Eixos/Linguagens
Relações sociais
Meio de Comunicação
Valores , hábitos e atitudes.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
Noções básicas de trânsito.
Problematização ( discussão)
Podemos começar perguntando para os alunos o que eles sabem sobre o assunto da aula Guia do Ciclista.
Dimensões:
Científico/conceitual:
Qual é a importância dos equipamentos de segurança?
Como atravessar a rua com cuidado?
Porque as placas de trânsito são importante?
Sócio -ambiental:
Qual é a responsabilidade do ciclista em relação ao meio ambiente?
Quais são os hábitos e atitudes saudáveis ao usar a biciclea?
Quem deve prestar atenção nas curvas cruzamentos.
Ética:
Qual a responsabilidade dos pedestres e dos usuários de bicicletas?
Instrumentalização/ Desenvolvimento:
1° etapa:
Iniciar a aula comentando sobre as competições locais, regionais, nacionais e mundiais de ciclismo.
Conversar com os estudantes sobre o tema, levantando o número de estudantes que possuem bicicletas...
Apresentar a imagem a seguir explicando sobre a importância dos equipamentos de segurança que o ciclista deve utilizar.
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Tanto o ciclista quanto a bicicleta contam com recursos específicos para aumentar a segurança durante o trajeto e possibilitar um percurso tranqüilo:
Do ciclista
Capacete;
Óculos;
Luvas;
Fitas refletivas;
Presilhas.
Da bicicleta
Espelhos retrovisores (lado esquerdo do guidão);
Refletores traseiros (vermelho, posicionado no canote do selim);
Refletores de pedais;
Par de refletores para montagem nos raios das rodas;
Refletor para guidão (branco);
Farol dianteiro;
Buzina ou campainha (lado direito do guidão).
Alguns equipamentos de segurança são essenciais e devem ser escolhidos de acordo com a necessidade do ciclista. Conheça mais sobre eles.
Capacete
Mesmo em baixa velocidade, a cabeça do ciclista pode se chocar com objetos sólidos. O uso do capacete evita ferimentos mais sérios nos acidentes. Um bom capacete deve ser de material de cobertura resistente, com intermeio capaz de absorver os choques e espaço suficiente para permitir o arejamento. Modelos que cobrem completamente a parte posterior de sua cabeça previnem contra fratura na base do crânio, sua audição e visão.
Materiais refletivos
Fitas refletivas fixadas no guidão, quadro, pára-lamas e roupas
permitem que os motoristas visualizem ciclistas em ruas escuras. É recomendável vestir roupas brancas, cores claras ou vestimenta de segurança laranja - fosforescente, facilmente visível.
Refletores para a bicicleta
A bicicleta deve ter refletores afixados nos raios da roda, que auxiliam na visibilidade noturna. Na frente: branco; atrás: vermelho; pedais: branco; raios dianteiros: branco; raios traseiros: vermelho (estes, se ajustados corretamente, não interferirão no movimento das rodas).
Presilhas ou biqueiras
Com prática, esse acessório permite ao ciclista empurrar e puxar os pedais, a fim de aumentar a potência de bicicleta. Também impedem que os pés escorreguem ou enrosquem-se nos raios da roda.
Espelhos
A bicicleta pode fazer um movimento brusco para os lados quando o ciclista virar a cabeça para trás para ver o tráfego. Um espelho retrovisor poderá ajudá-lo a visualizar o tráfego sem precisar virar a cabeça. Um bom espelho é o convexo (usado em motocicletas) e colocados nas laterais do guidão.
Buzina ou campainha
Uma campainha pode ser ouvida a até 30m além da bicicleta. Não se esqueça de que um grito bem alto também ajuda. Apitos e sirenes não são permitidos.
Bagageiros
O bagageiro deve ser usado na traseira da bicicleta porque é mais estável do que os montados na frente do guidão.
Descanso lateral
Para estacionar a bicicleta use o descanso lateral. Nunca deixe a bicicleta caída, o que pode afetar o câmbio, rodas, breque e quadro. As bicicletas também podem ser apoiadas em árvores, postes ou outros suportes. Não bloqueie as calçadas
Os alunos saberão a importância dos equipamentos de segurança, a hora certa de atravessar a rua, saberá que cumprindo essas leis de transito, sua vida ficara sempre segura.
Síntese:
-compreender a importância dos sinais de transito e como atravessar com cuidado.
Avaliação :
Através das brincadeiras apresentação ver se o aluno conseguiu aprender sobre o assunto;
Pratica Social Final do Conteúdo:
Interações do aluno:
Prestar atenção as curvas, cruzamentos.
Olhar sempre dos lados ao atravessar a rua.
Usar sempre as ciclovias, ou então os caminhos mais seguro.
Ações do Aluno:
Nunca pegar carona na traseira de veículos pesados, como ônibus e caminhões.
O video apresentará algumas imagens de bullying nos colégios,
ruas e um pequeno texto relacionado como as pessoas se sentem quando são maltratadas , relações psicológicas e física.
3º passo: Proponha que os alunos colham depoimentos – de pais, tíos, avós e outras pessoas de diferentes faixas etárias sobre as dificuldades de relacionamento que experimentaram durante o tempo de escola.
Quais eram os apelidos mais comuns ?
Alguém foi às “vias de fato” com os colegas que criavam e apontavam defeitos nos outros ?
Você conhece alguem que sofreu ou sofre Bullying?
O que seus pais acha de tudo isso?
2°PASSO
Mostraremos um texto falando sobre o assunto:
Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Sobre que assunto o texto fala?
Hipóteses de solução
Nós iremos explicar passo à passo sobre o que significa bullying.
Concientisá-los a não praticar esse tipo de horrores.
perguntar para eles o que eles acham da violência que anda acontecendo no brasil e no mundo.
Aplicação à realidade
oAplicação à realidade: o que fazer, como, em que condições, com que estratégias, com que recursos, para obter que efeitos, com que finalidade e para beneficiar a quem?
Montar uma história em quadrinho e colocar em um mural para que todos os alunos vejam.
O que fazer?
Com que recursos?
Para obter que efeitos?
oCondições objetivas: nível de conhecimento, disponibilidades das pessoas envolvidas, autoridade; poder necessário para intervenção, uso das estratégias; momento oportuno, grau de comprometimento e consciência social.
Nivel de conhecimento necessário.
Disponibilidades das pessoas envolvidas.
Autoridade; poder necessário para intervenção na temática apresentação.
Uso das estratégias momento oportuno para efetivarmos nossas ações.
Deficiência visual é um termo empregado para referir-se à perda visual que não pode ser corrigida com lentes por prescrição regular.. Compreende tanto a cegueira total, ou seja, a perda total da visão nos dois olhos, quanto a visão subnormal, que é uma irreversível e acentuada diminuição da acuidade visual que não se consegue corrigir pelos recursos ópticos comuns.
Sendo a adolescência um período que compreende grandes modificações no processo vital, entre elas a sexualidade, surgiu o interesse em conhecer como ocorre essa percepção nos jovens com deficiência visual.
A sexualidade talvez se constitua em um dos tópicos mais importantes e mais difíceis, tanto para o próprio adolescente e para seus pais, como para a sociedade como um todo. A opinião popular estende a deficiência para a sexualidade do indivíduo, tratando o portador de deficiência como um ser de sexualidade incompleta, vendo-o como eterna criança, o que gera a estigmatização da sexualidade desses indivíduos.
Se encarar a sexualidade já é um processo difícil para os adolescentes dotados de todos os sentidos, que teoricamente se enquadram no modelo de "normalidade", preconizado pela mídia e pela sociedade, como será essa experiência para os jovens portadores de deficiência visual que, além de adolescer, precisam enfrentar preconceitos e estigmas, ao realizar atividades junto a adolescentes, percebem muitas inquietações e dúvidas. Percebera que várias das orientações fornecidas a essa população é de boa qualidade visual, proporcionando e instigando debates e discussões. Questionaram, então, como seria esse processo em adolescentes com necessidades especiais e selecionaram a deficiência visual como foco de seu estudo.
O indivíduo portador de deficiência visual tem cercado seu acesso a informações sobre a educação para a saúde, visto que essas, em sua maioria, utilizam a visão como estratégia de comunicação. Assim, sendo a enfermagem uma ciência que atua no processo de cuidar, cabe aos enfermeiros desenvolverem recursos que facilitem a comunicação e outras questões levaram as autoras a investigar a temática, tendo em vista que,ação com o deficiente visual para que os mesmos se tornem mais independentes no seu autocuidado.
A adolescência caracteriza-se por transformações corporais e psicológicas, além de compromissos pessoais e ocupacionais, sexuais e ideológicos assumidos para com a sociedade. O objetivo do presente estudo foi compreender como é estar na adolescência para portadores de deficiência visual. A compreensão dos discursos que aponta duas possibilidades do ser humano revelar-se no mundo: a relação EU-TU (encontro genuíno com o outro, baseado na reciprocidade) e o relacionamento EU-ISSO (contato superficial). Pelos resultados obtidos nesta pesquisa, verificou-se uma pobreza qualitativa relativa às experiências vividas e compartilhadas com o outro, e uma maneira de relacionamento predominante pautada na categoria EU-ISSO. Constatou-se, igualmente, uma vivência permeada por preconceitos e tabus, em que o diálogo entre pais e filhos, em especial sobre a sexualidade, é escasso, revelando o fato dos pais não reconhecerem a sexualidade dos filhos deficientes. A escola aparece desempenhando um papel fundamental na integração social destes jovens e como mediadora das relações entre o portador de deficiência e sua família. Conclui-se que a escola poderia, portanto, possibilitar a conquista de um lugar produtivo para estes jovens na sociedade, e promover a mobilização das pessoas para que possam “ver” o portador de deficiência visual sem reduzi-lo à cegueira, ou seja, viabilizando uma relação com o ser total, a qual se define no EU-TU.
Resumo:
''Os termos deficiencia visual, visão subnormal, baixa visão, visão residual e outros, referem-se a uma redução da acuidade visual central ou a uma perda subtotal do campo visual, devida a um processo patológico ocular ou cerebral
Assim, a criança com défice visual é entendida como aquela que sofre de uma alteração permanente nos olhos ou nas vias de condução do impulso visual. Isto causa uma diminuição da capacidade de visão que constitui um obstáculo para o seu desenvolvimento normal, necessitando por isso de uma atenção particular para as suas necessidades especiais.
A OMS considera que existe deficiência visual quando a acuidade Visual de ambos os olhos, com correção, é igual a 0,3. A maioria dos países considera cegueira quando a acuidade visual, com correcção, é igual ou inferior a 0,1, ou se existe uma redução do campo visual inferior a dez graus. Abaixo deste nível, muitos «cegos» possuem resíduos visuais que lhes permitem, por exemplo, ler e escrever, geralmente com tinta, estabelece dentro da deficiência visual dois grandes grupos, atendendo a definições funcionais. Um deles, aquele que engloba indivíduos com deficiência visual, de visão subnormal, de baixa visão, com ambliopia (embora não na sua definição oftalmológica), etc., compreende as pessoas que, apesar de uma redução considerável da sua capacidade visual, possuem resíduos que possibilitam ler e escrever com tinta, de forma habitual e, inclusive, obter êxito total em determinadas tarefas da vida. O segundo, o que engloba os cegos ou invisuais, compreende as pessoas que não têm nenhum resíduo visual ou que, tendo-o, apenas lhe possibilita orientar-se em direcção à luz, perceber volumes, cores e ler grandes títulos, mas não permite o uso habitual da leitura/escrita, mesmo a negro.
A situação irreversível de diminuição daresposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupode visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). O indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.
Considera deficiente visual a pessoa que é privada, em parte (segundo critérios pré-estabelecidos) ou totalmente da capacidade de ver. Baixa visão (ou visão subnormal) é o comprometimento do funcionamento visual em ambos os olhos, mesmo após correção de erros de refração comuns com uso de óculos ou lentes de contato mas que utiliza ou é potencialmente capaz de utilizar a visão para planejamento e execução de uma tarefa.
Trata-se de uma definição técnica e quantitativa. Baixa visão é para quem tem uma acuidade visual menor que 20/60 (0,3), até a percepção de luz ou, um campo visual menor que 10 graus do ponto de fixação.
Os principais indícios relacionados à deficiência visual são: constante irritação ocular, excessiva aproximação junto ao rosto para ler ou escrever, dificuldade para leitura à distância, esforço visual, inclinação da cabeça para tentar enxergar melhor, dificuldade de enxergar pequenos obstáculos no chão, nistagmo (olho constantemente trêmulo), estrabismo ou dificuldade de enxergar em ambientes claros.
Toda a área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto, isto é, o campo visual de um dos olhos de um indivíduo é a área passível de ser vista para a frente, para as laterais direita e esquerda, para cima e para baixo, quando este mantem o olho que está sendo examinado, imóvel em um ponto fixo, em uma linha reta horizontal paralela ao solo. Nos aparelhos de exame de Campo Visual, a distância utilizada é similar, com pequenas variações entre os fabricantes, oscilando entre 30 a 40 cms, entre o olho e o ponto de fixação do olhar, no centro da face interna da calota perimétrica, e é interessante que seja usada a correção visual adequada à essa distância.
O maior causador da perda ou diminuição do campo visual é o glaucoma. Nós vimos que existem vários tipos de glaucoma e o fator principal da doença é o aumento da pressão intra ocular. O glaucoma irá ocasionar lesão ao olho se não for tratado, pois a pressão intra-ocular aumentada comprometerá os vasos sangüíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho e devido à falta de irrigação sangüínea adequada, as células da retina vão morrendo, provocando uma perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual.
Citação:
''A perda da visão que é causada pelo glaucoma se caracteriza pela perda da visão periférica,é considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. Na medicina duas escalas oftalmológicas estabelecem a existência de dois grupamentos de deficientes visuais: acuidade visual (ou seja, aquilo que se enxerga a determinada distância) e campo visual (a amplitude da área alcançada pela visão.O termo cegueira não significa, necessariamente, total incapacidade para ver. Na verdade, sob cegueira poderemos encontrar pessoas com vários graus de visão residual. Engloba prejuízos dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200,esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".Nesse contexto, caracteriza-se como indivíduo com visão sub-normal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão sub-normal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como possuidor de visão sub-normal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.''
Conclusão:
“Visão subnormal é uma perda significativa da visão que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem por óculos convencionais. O portador de visão subnormal, dependendo da patologia, apresenta comprometimentos relacionados à diminuição da acuidade visual e/ou campo visual, à adaptação à luz e ao escuro e à percepção de cores''. Entende-se por acuidade visual “uma medida da capacidade de distinguir claramente os mínimos detalhes” e, por campo visual, “a área do espaço físico visível quando o corpo, a cabeça e os olhos estão numa posição estacionária, frente ao estímulo observado”. No entanto, “as medidas de acuidade visual não têm um valor fixo, mas podem diferir entre indivíduos com condições semelhantes nos olhos, e ainda no mesmo indivíduo em situações variadas”. Com base nesse preceito, grande número de oftalmologistas, educadores e outros profissionais, que atuam no atendimento à clientela de visão subnormal, têm evidenciado as possibilidades de maior eficiência no funcionamento visual com utilização máxima da visão remanescente. A prática vem comprovando que o portador de visão subnormal pode, através da utilização máxima da sua visão remanescente e de recursos ópticos e não ópticos, ter um melhor desempenho nas suas atividades. Devemos salientar, todavia, que nem todos os portadores de visão subnormal necessitam de recursos ópticos, podendo utilizar-se de recursos técnicos e complementares. A utilização de recursos ópticos dependerá da necessidade individual. Convém acrescentar que, para as pessoas portadoras de visão subnormal, o fator mais importante de auxílio é o de magnificação da imagem, possível graças aos diversos recursos conhecidos.
O portador de deficiência é uma pessoa como as demais, com preferências, habilidades, aptidões, dificuldades, interesses e capacidade produtiva. Necessita apenas de oportunidade para desenvolver suas potencialidades. No campo da atividade profissional no Brasil, seja na área comercial, industrial ou rural, existem profissões compatíveis com o desempenho do deficiente visual, nos diversos níveis de formação. Tais profissões podem ser exercidas pelo deficiente na qualidade de empregado, profissional autônomo ou como empresário. Convém ressaltar a importância do desenvolvimento de ações voltadas para a preparação para o trabalho. Se a pessoa que está ingressando no mercado de trabalho não adquiriu a experiência profissional normalmente exigida, a habilitação torna-se imprescindível. Estas ações podem ser desenvolvidas tanto a nível de organização de cursos quanto de encaminhamento para os já existentes no mercado. Você misturou o resumo com o artigo. Por favor reveja.
ROTEIRO DE AULA
AUTORIA:
Aluno-mestre:Tamara Ribeiro,
Co-autor Aluno-mestre:Thais Litiele.
Indicado para a Instituição: nome da escola que vai aplicar o plano
( ) Alfabetização ( ) Língua Portuguesa ( ) Literatura Infantil ( Xa ) Matemática
Outro:
Tema: Amarelinha
DADOS DA AULA:
Título:Brincando e Aprendendo.
Palavras-chave: Amarelinha
O que o aluno poderá aprender com esta aula: Desenvolver a consciência corporal, a capacidade de saltar num pé só, girar e equilibrar-se.Estimular a combinação de regras.
Duração:5 aulas de 40 minutos,
Listagem dos conteúdos:Matemática
Linguagens – eixos assinalados abaixo:
Científico:
Linguagem matemática
Formação de conceitos
Linguagem científica
Arte
Produção textual
Interpretação
Domínio do código
Leitura
Oralidade
Ético-político
Valores individuais
Valores políticos
Meio de comunicação
Valores éticos
Relação de poder
Valores coletivos
Valores morais
Relações sociais
Sócio-ambiental
Recursos naturais
Valores, hábitos e atitudes
Exploração dos recursos
Preservações naturais
Homem, trabalho e a cultura
Estético-cultural
Arte mundial
Arte regional
Arte nacional
Cultura popular
Cultura erudita
ESTRATÉGIAS E RECURSOS DA AULA
1 PRÁTICA SOCIAL INICIAL DO CONTEÚDO:
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
O Professor deve ajudá-lo quando houver dificu.ldades
Trabalhar o conteúdo que o aluno já sabe e o aprofundá-lo para ir mais além na aprendizagem.
2. PROBLEMATIZAÇÃO:
Relação entre professor e aluno onde haver dificuldades, debates etc.
2.1 Dimensões:
interação social, como os alunos irão interagir·
3 INSTRUMENTALIZAÇÃO/DESENVOLVIMENTO:
Atividade 1
Desenhe em um lugar desimpedido, o percurso da amarelinha com casas simples e duplas, numeradas de 1 a 10, separando as casas Inferno (início) e Céu (final). Explique as regras da brincadeira.
O jogador posicionado na casa inferno joga uma pedrinha na casa de número 1 e inicia uma seqüência de saltos com um pé nas casas simples e dois pés nas casas duplas até a casa céu.
Em seguida, retorna percorrendo a seqüência de trás para frente, e ao chegar na casa dupla 2 e 3, deve recolher a pedrinha que está na casa 1 e saltar sobre ela e sobre a casa inferno.
Atividade 2
Para esta brincadeira, você vai precisar de um espaço de terra ou de areia.
O desafio nesta atividade é realizar a seqüência de saltos de forma coodenada.
Atividade 3
Comente com as crianças que a capacidade de saltar cada vez maiores está relacionada com o desenvolvimento muscular de cada um e que essa condição pode ser ampliada por meio do exercício contínuo e freqüente de um mesmo tipo de movimento,
4 PRÁTICA SOCIAL FINAL DO CONTEÚDO:
4.1 Intenções do aluno:
Aprender o conteúdo
Brincar,
4.2 Ações do aluno:
Aprender o conteúdo e passar o que aprendeu para outras pessoas.
Recursos pedagógicos necessários para a aula:
Espaço físico plano e desimpedindo, possível de ser desenhado passarcom giz (sala de aula, quadra, pátio, rua, ou similar )
Como esses jogos são atividades de performance individual dentro de uma dinâmica coletiva, faça suas observações quanto ao desempenho e o entendimento de regras dos alunos .
Indicado para a Instituição: Escola Municipal Costa e Silva
Estrutura curricular:
Nível de Ensino:
(X) 3º Ciclo
Componente curricular principal:
(X) Literatura (X) Matemática
Outros: Cultura Afro Descendentes
Tema: Afro Descendente.
Dados da Aula:
Título:Aprendendo com o Kalah.
Palavra-chave:Kalah;
O que o aluno poderá aprender com esta aula: A cultura dos afros
Duração:1 aula
Científico:
[x]Linguagem matemática
[x]Formação de conceito
[x]Arte
[x]Domínio de código
Ético-político
[x]Valores individuais
[x]Valores éticos
[x]Valores coletivos
[x]Valores morais
[x]Valores sociais
Sócio-ambiental
[x]Recursos naturais
[x]Valores, hábitos e
atitudes
[x]Exploração dos
recursos
[x]Preservações
naturais
[x]Homem, trabalhho
e a cultura
Estético-cultural
[x]Arte
[x]Arte regional
[x]Arte nacional
[x]Cultura popular
[x]Cultura erudita
ESTRATÉGIAS E RECURSOS DA AULA
1 PRÁTICA SOCIAL INICIAL DO CONTEÚDO:
Conhecimento prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
Noção básica da história dos afros descendentes, e o objeto Kalah.
2. PROBLEMATIZAÇÃO :
A sua relação social dependerá dos conhecimentos que possuem sobre a cultura africana, para que não sejam preconceituosos .
2.1 Dimensões :
Conceitual: Como podemos agir perante o conceito que a sociedade tem sobre os afros descendentes .
Legal: Quem criou o Kalah ?
É legal jogar Kalah ?
3 INSTRUMENTALIZAÇÃO/DESENVOLVIMENTO:
Atividade 1
Comece o trabalho explorando com os alunos os elementos da história africana e ou da presença africana na história do Brasil, que eles já sabem seus conhecimentos preveis .
Procure levantar os conhecimentos dos alunos acerca das relações sociais estabelecidas, das visões que foram construídas sobre africanos e afros descendentes na Brasil, sobre a cultura africana ou a mescla de cultura que se convencionou chamar "cultura brasileira" com forte influência de elementos africanos.
Roteiro das discussões:
- O que sabemos sobre a história dos negros?
- Você já ouviu falar sobre os negros ?
Após essa conversa inicial convide os alunos para explorar o site http://www.acordacultura.org.br/ , que mostra informações sobre a cultura negra africana em formas de jogos, videos, livros animados, músicas e texto.
Atividade 2
Contar para os alunos a história do Kalah; como surgiu e suas peculiaridades.
Kalah foi inventado por Willian Jullius Champion Jr, um professor graduado da Universidade de Yale em 1940.
Em 1905, ele encontrou um artigo sobre um jogo de mancala e segundo parece, isso motivou-o a ler muito mais obras etnológicas sobre os jogos de mancala de África e da Ásia em anos posteriores .
Kalah foi produzido por eles até a década de 70 e o nome do jogo foi considerado uma marca registrada .
Atividade 3
Ensinar os alunos a confecção do Kalah.
Com caixas de ovos ou tampinhas de garrafas podemos utilizar da seguinte maneira:
-Cortar a parte de cima da caixa e colar com fita adesiva, outro material apropriado na parte de baixo .
* Regras:
1° No começo do jogo três sementes são colocadas em cada casa, tipicamente o vencedor precedente começa o jogo seguinte .
2° Cada jogador controla as seis casas e suas sementes em seu lado da placa, sua contagem é o número das sementes na loja a sua direita .
3° Volta das tomada dos jogadores suas sementes em uma volta, o jogador remove todas as sementes de uma das casas sob seu controle.
Atividade 4
No final da aula pedir que os alunos façam um pequeno relatório como base do que foi o trabalhado durante a aula .
4 PRÁTICA SOCIAL FINAL DO CONTEÚDO:
Aprender a montar o jogo e a participar do jogo.
4.2 Ações do aluno:
Passar adiante o que aprenderam e ensinar os colegas e familiares a jogar o Kalah .
Recursos pedagógicos necessário para a aula:
* Fita adesiva
* Tesoura
* Cola
* Quadro
* Giz
Recursos Complementares :
* 36 Grãos de feijão;
* Caixas de ovos.
AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita durante a aula , avaliar se os alunos conseguiram aprender e acompanhar os outros de forma desejada.
Comments (3)
Jailson C. dos Santos said
at 5:43 pm on Jun 24, 2010
=D
Jailson C. dos Santos said
at 5:44 pm on Jun 24, 2010
.-.
Tamara Ribeiro dos Santos said
at 2:55 pm on Sep 30, 2010
oi...
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