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Naturalista

Page history last edited by PBworks 16 years, 10 months ago
EspacialExistêncialCinestésico-CorporalInterpessoalIntrapessoalLínguísticaLógico-MatemáticaMusicalNaturalista

 

Equipe: Rulyan Thuillier Brianese

Dayane Cordeiro

SILMARA PRADO

ÉRICA CARNEIRO DA SILVA

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Foi observando crianças que o psicólogo americano Howard Gardner percebeu o que hoje parece óbvio: nossa inteligência é complexa demais para que os testes escolares comuns sejam capazes de medi-la. A base desses testes é a idéia tradicional de que a inteligência é uma só e varia de nível de pessoa para pessoa. Gardner se contrapõe a isso. Em 1983, no livro Estruturas da Mente, ele definiu sete inteligências: a lógico-matemática, a lingüística, a espacial, a corporal-cinestésica, a interpessoal, a intrapessoal e a musical (veja ao lado). O psicólogo diz que agora descobriu mais uma, a naturalista.

Gardner é um dos cabeças do Projeto Zero, grupo de pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Nessa universidade ele dá aulas nos cursos de Psicologia e Educação. É professor também na Universidade de Boston.

 

O psicólogo esteve no Brasil em julho e lançou o livro As Artes e o Desenvolvimento Humano. Nesta entrevista exclusiva a Nova Escola, ele descreve a inteligência naturalista e esclarece dúvidas sobre a aplicação de sua teoria no ensino.

 

Nova Escola: O que é a inteligência naturalista?

 

HOWARD GARDNER: Essa oitava inteligência se refere à habilidade humana de reconhecer objetos na natureza. Em outras palavras, trata-se da capacidade de distinguir plantas, animais, rochas. É fácil perceber que isso é indispensável para a sobrevivência no ambiente natural. Já se sabe que áreas específicas do cérebro entram em ação quando precisamos nos valer dessa habilidade. Botânicos e pessoas que trabalham no campo, por exemplo, precisam explorar a inteligência naturalista para dar conta de suas atividades. Podemos ainda citar o criador da Teoria da Evolução, Charles Darwin, como alguém que possuía a inteligência naturalista em nível muito elevado. E não se pode esquecer de que ela é vital para as sociedades que ainda hoje dependem exclusivamente da natureza, como alguns índios da floresta amazônica

 

 

NE: O senhor acredita que possa haver mais inteligências?

 

HG: Hoje estamos discutindo a possibilidade de haver uma nona inteligência, que chamamos de existencial. Essa inteligência está ligada à capacidade de considerar questões mais profundas da existência, de fazer reflexões sobre quem somos, de onde viemos ou por que morremos. Ainda não aceito inteiramente essa inteligência porque os cientistas não provaram que ela requer áreas específicas do cérebro. Por isso digo que existem oito inteligências e meia, embora a afirmação possa parecer um pouco estranha à primeira vista.

 

NE: As crianças nascem com todas as inteligências? Essas capacidades são herdadas geneticamente ou podem ser desenvolvidas, ser exercitadas?

 

HG: Temos potenciais diferentes, mas todos nascemos com capacidade para desenvolver todas as inteligências. Fazemos isso naturalmente. A inteligência lingüística, por exemplo, é estimulada quando conversamos com outras pessoas. A musical, se cantamos todos os dias. Deve-se considerar também que a carga genética pode ser decisiva. Provavelmente Mozart herdou de seus pais uma habilidade musical genética superior à da maioria das pessoas, e isso influiu positivamente em sua carreira. Agora, é claro que, se Mozart tivesse sido criado num ambiente que não lhe proporcionasse contato algum com a música, suas chances de se tornar um compositor excepcional seriam pequenas.

 

NE: O que uma escola precisa fazer para trabalhar com a Teoria das Inteligências Múltiplas?

 

HG: As inteligências múltiplas não devem ser o objetivo de uma escola. O papel delas é funcionar como instrumentos para alcançar objetivos educacionais. Se alguém quiser educar crianças que saibam, por exemplo, se relacionar bem, precisa desenvolver as inteligências pessoais dessas crianças. Se alguém quiser ensinar conteúdos de determinadas disciplinas, como História ou Química, então deve utilizar as várias inteligências que todas as crianças têm e fazer delas instrumentos para que essas crianças aprendam os conteúdos desejados de maneira eficiente.

 

 

"Quando se focalizam poucos temas de estudo, fica mais fácil usar as inteligências múltiplas e ajudar os estudantes a entender melhor o que está sendo tratado"

 

 

NE: Para usar a teoria, uma escola precisa mudar seu currículo?

 

HG: Como eu já disse antes, as inteligências múltiplas não devem ser o objetivo de uma escola. Elas também não devem determinar o que se ensina. O currículo precisa refletir os objetivos da escola e, de forma mais ampla, os da sociedade. Em geral, o currículo trata de um número muito grande de temas, por isso os alunos acabam se desinteressando pelas aulas. O ideal é trabalhar com um número pequeno de assuntos e, conseqüentemente, com mais profundidade. Quando se focalizam poucos temas de estudo, fica mais fácil usar as inteligências múltiplas e ajudar os estudantes a entender melhor o que está sendo tratado. De fato, acho que todo tema pode ser estudado de seis ou sete maneiras, usando-se, por exemplo, histórias, números, trabalhos de arte, projetos de grupo, experiências práticas e outros recursos. A teoria influi no currículo à medida que diversifica o modo de transmitir conhecimentos. Mais do que isso, ela amplia o próprio conceito de conhecimento.

 

NE: As escolas que tentam adotar a teoria, nos Estados Unidos e em outros países, estão tendo sucesso ou cometendo erros graves?

 

HG: As escolas, de maneira geral, ainda estão engatinhando no uso das inteligências múltiplas. Afinal, existe uma distância enorme entre a teoria científica e a prática em sala de aula. O maior problema dos educadores é que muitos deles ficam preocupados demais em classificar as crianças. Há professores que se perguntam o tempo todo se determinado aluno é lingüístico ou espacial. Mais importante do que essa classificação é constatar que todas as crianças têm várias inteligências e que todas essas inteligências precisam e podem ser desenvolvidas. Outro problema acontece quando a escola tenta elaborar um currículo que seja extenso o suficiente para abranger todas as inteligências. Esse caminho não é bom. É melhor reduzir o currículo a alguns tópicos importantes, por meio dos quais todas as inteligências possam ser desenvolvidas.

 

 

"É fácil comprovar que o aprendizado do aluno melhora na mesma proporção em que o professor desenvolve suas próprias inteligências"

 

 

NE: Como se pode avaliar um estudante com base na teoria?

 

HG: Não tenho interesse algum em avaliar estudantes a partir da teoria. Estou interessado, sim, em definir o que desejamos que as crianças saibam fazer. Acho importante ver se queremos, por exemplo, que elas escrevam bem, façam experimentos científicos ou criem obras de arte. Definidos os objetivos, o professor ou os pais precisam conhecer o desempenho infantil nessas determinadas tarefas. Também é fundamental explicar à criança de que forma ela pode melhorar. Freqüentemente ela não usa apenas uma mas várias inteligências para realizar tais trabalhos. Sempre é bom lembrar que os testes escolares comuns examinam apenas as habilidades lingüística e lógico-matemática e, conseqüentemente, são muitos limitados. Confiamos mais do que deveríamos nesses instrumentos de avaliação.

 

NE: Como os professores podem melhorar seu desempenho a partir da teoria?

 

HG: Tenho observado isso e é fácil comprovar que o aprendizado do aluno melhora na mesma proporção em que o professor desenvolve suas próprias inteligências. As escolas têm mais sucesso se promovem seminários de professores e se esse corpo docente reconhece suas próprias inteligências, experimentando dar aulas de maneiras diferentes ou criticando o desempenho do colega de uma forma positiva. Uma experiência interessante que acontece nos Estados Unidos, numa escola experimental, são reuniões semanais onde um professor do grupo apresenta a seus colegas um trabalho feito por um de seus alunos. Durante a reunião, é discutida a aplicação do trabalho, seus objetivos, o desempenho do aluno e o que pode ser feito para que o estudante melhore. Isso é uma crítica construtiva. No meu país nós temos um ditado: cometa novos erros. Não é fácil se manter disposto a errar, mas, se você não estiver aberto ao erro, nunca vai melhorar seu desempenho.

 

NE: Considerando a teoria, qual é o papel dos pais na educação de seus filhos?

 

HG: Os pais devem observar seus filhos com cuidado, participando do maior número possível de atividades junto com eles. Assim, irão descobrir qual é o perfil de inteligências da criança. Acima de tudo, devem evitar o que chamo de narcisismos positivo e negativo. O primeiro ocorre quando um pai diz: "A única coisa que sei fazer é tocar piano, portanto meu filho precisa tocar piano". O segundo, quando afirma: "A única coisa que eu nunca pude fazer foi tocar piano, portanto meu filho precisa tocar piano". Os pais devem deixar a criança manifestar seus próprios interesses e ajudá-la a alcançar o que deseja.

 

 

 

A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

 

 

 

 

 

As pesquisas mais recentes sobre desenvolvimento cognitivo e neuropsicologia sugerem que as habilidades cognitivas são bem mais diferenciais e mais específicas do que se acreditava. Neurologistas têm documentado que o sistema nervoso humano não é um órgão com um propósito único nem tão pouco é infinitamente plástico. Acredita-se, hoje, que o sistema nervoso seja altamente diferenciado e que diferentes centros neurais processem diferentes tipos de informação. Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harward, baseou-se nessas pesquisas para questionar a tradicional visão de inteligência, uma visão que enfatiza as habilidades lingüística e lógico-matemática. Segundo Gardner, todos os indivíduos normais são capazes de uma atuação em pelo menos oito diferentes e, até certo ponto, independentes áreas intelectuais. Ele sugere que não existem habilidades gerais, duvida da possibilidade de se medir a inteligência através de testes e dá grande importância a diferentes atuações valorizadas em culturas diversas. Finalmente ele define inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos em um ou mais ambientes culturais.

A TEORIA

 

A Teoria das Inteligências Múltiplas é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única, que permite aos indivíduos uma performance, maior ou menor, em qualquer área de atuação. Sua insatisfação com a idéia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, levou Gardner a redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas. Na sua pesquisa, Gardner estudou também:

 

¨ o desenvolvimento de diferentes habilidades em crianças normais e crianças superdotadas;

¨ adultos com lesões cerebrais e como estes não perdem a intensidade de sua produção intelectual, mas sim uma ou algumas habilidades, sem que outras habilidades sejam sequer atingidas;

 

¨ Populações ditas excepcionais, tais como idiotas sábios e autistas, e como os primeiros podem dispor de apenas uma competência, sendo bastante incapazes nas demais funções cerebrais, enquanto as crianças autistas apresentam ausências nas suas habilidades intelectuais;

 

¨ como se deu o desenvolvimento cognitivo através dos milênios.

 

Segundo Gardner, uma criança pode ter um desempenho precoce em uma área (0 que Piaget chamaria de pensamento formal) e estar na média ou mesmo abaixo da média em outra ( o equivalente, por exemplo, ao estágio sensório-motor).

AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

 

Gardner identificou as inteligências lingüística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal cinestésica, interpessoal, intrapessoal e naturalista. Postula que essas competências intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroanatômicos específicos e dispõem de processos cognitivos próprios. Ele ressalta que, embora essas inteligências sejam, até certo ponto, independentes umas das outras, elas raramente funcionam isoladamente.

 

Inteligência Lingüística - Os componentes centrais da inteligência lingüística são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias. Gardner indica que é a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas . Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar com precisão , experiências vividas.

 

Inteligência Lógico-Matemática - Os componentes centrais desta inteligência são descritos por Gardner como uma sensibilidade para padrões, ordem e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos; é a habilidade para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. É a inteligência de matemáticos e cientistas. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.

 

Inteligência Espacial - A capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a inteligência dos artistas plásticos, dos engenheiros e dos arquitetos. Em crianças, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais e a atenção a detalhes visuais.

 

Inteligência Musical - Esta inteligência se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre e habilidade para produzir e/ ou reproduzir música. A criança com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, frequentemente, canta para si.

 

Inteligência corporal-cinestésica - Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas, no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A criança especialmente dotada nesta inteligência se move com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais, demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.

 

Inteligência Interpessoal - Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade para entender e responder adequadamente a humores, temperamentos, motivações e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.

 

Inteligência Intrapessoal - Esta inteligência é o correlativo interno da inteligência interpessoal, isto é, é a habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e idéias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios, a capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e a habilidade para usar essa imagem para funcionar de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações lingüísticas , musicais ou sinestésicas.

 

Inteligência Naturalista - Essa oitava inteligência se refere à habilidade humana de reconhecer objetos na natureza. Em outras palavras, trata-se da capacidade de distinguir plantas, animais, rochas. É fácil perceber que isso é indispensável para a sobrevivência no ambiente natural. Botânicos e pessoas que trabalham no campo precisam explorar este tipo de inteligência para dar conta de suas atividades.

 

O DESENVOLVENTO DAS INTELIGÊNCIAS

 

Na sua teoria, Gardner propõe que todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduos possuem, como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências. A linha de desenvolvimento de cada inteligência, no entanto, será determinada tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por condições ambientais.

 

A noção de cultura é básica para a Teoria das Inteligências Múltiplas. Com a sua definição de inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que são significativos em um ou mais ambientes culturais, Gardner sugere que alguns talentos só se desenvolvem porque são valorizados pelo ambiente. Ele afirma que cada cultura valoriza certos talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois, passados para a geração seguinte.

 

Finalmente, durante a adolescência e a idade adulta, as inteligências se revelam através de ocupações vocacionais ou não-vocacionais. Nesta fase, o indivíduo adota um campo específico e focalizado, e se realiza em papéis que são significativos em sua cultura.

 

UMA PESQUISA BRASILEIRA

A partir da teoria de Gardner, o professor Nílson José Machado definiu outra habilidade, a de desenhar

 

Gustavo Lourenção

 

Nílson Machado: professor acredita que a teoria pode melhorar a educação

 

Quando o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Nílson José Machado tomou contato com o trabalho de Howard Gardner, em 1993, nenhum dos livros do psicólogo americano havia sido traduzido para o português. Nílson achou o primeiro livro de Gardner sobre as inteligências múltiplas por acaso, numa livraria. Debruçou-se sobre ele e, depois de um ano de estudo e reflexão, apresentou idéias para a adoção da teoria das diferentes habilidades humanas em sala de aula.

 

A partir da observação de alunos em classe, Nílson propôs uma oitava inteligência, a pictórica, que determina a capacidade de desenhar. O desenho, segundo ele, é uma importante forma de expressão da criança. Ela se revela antes mesmo das competências lingüística e lógico-matemática. Depois, justamente por valorizar essas últimas habilidades, a escola abandona a atividade.

 

"O que importa não é o número de inteligências", afirma Nílson. "O importante é a noção de que o aluno não pode ser avaliado apenas por uma ou duas de suas capacidades", explica. "Ele deve ser considerado por inteiro." O professor não tem interesse em reescrever ou criticar a obra de Gardner. Também não deseja dar continuidade ao trabalho do americano. Diz apenas ter partido dele para elaborar seus próprios estudos. Gardner, por sua vez, afirma não ter objeções às pesquisas de Nílson nem às de outros pesquisadores que definam novas inteligências. "Não conheço bem o trabalho do senhor Machado, então não posso comentar as conclusões dele de uma maneira responsável", diz o psicólogo americano.

 

INTELIGENCIA NATURALISTA-ESTIMULAÇÃO

EDUCAÇÃO INFANTIL

*Início do processo de estimulação da criança para a descoberta do mundo natural.

 

*Legitimação das descobertas e do encanto pelo mundo natural.

 

*Atividades do tipo "acompanhar o trajeto as formigas".

 

*Início da preparaçãode uma horta coletiva.

 

*Sensibilização da criança para a proteção ambiental.

 

PRIMEIRO CICLO

*Continuação progressiva de jogos e atividades iniciados na educação infantil.

 

*Jogos que envolvem "aventuras interativas" entre a criança e a descoberta da natureza.

 

*Exploração de um riacho e desenvolvimento de elementos da espacialidade.

 

*Caçadas aos montros.

 

*Jogos naturalistas.

 

SEGUNDO CICLO

*Continuação progressiva de atividades e jogos desenvolvidos no primeiro ciclo.

 

*Organização dos "clubes" de caminhadas.

 

*Passeios e escursões e exploratórias de bicicleta.

 

*Descoberta da noite e exploração de diferentes linguagens.

 

*Jogos exploratórios da atenção e da observação e proteção da paisagem.

 

TERCEIRO CICLO

*Continuação progressiva de atividades e jogos desenvolvidos no segundo ciclo.

 

*Exploração do mar e da sua linguagem.

 

*Exploração dos efeitos da tempestades.

 

*Jogos do tipo Anúncios de Publicidade, Cliber ou Feijoada para estimular a observação visual.

 

*Emprego de abilidades na percepção da paisagem.

 

QUARTO CICLO

*Continuação progressiva de jogos e atividades ja desenvolvidos.

 

*Escursões a praças, jardins botânicos, zoológicos e descoberta de projetos de proteção do meio ambiente.

 

*Uso de diferentes linguagens para explorar o mundo natural.

 

*Uso de diferentes linguagens para explorar o mundo natural.

 

*Uso de terrarios e aquarios para a percepção da vida e de sua evolução.

 

 

ENSINO MÉDIO

*CONTINUAÇÃO DAS ATIVIDADES DOS CICLOS ANTERIORES E INCORPORAÇÃO DE SUAS DESCOBERTAS AOS CONTEÚDOS DE DICIPLINAS COMO CIÊNCIAS, GEOGRAFIA, HITÓRIA E LÍNGA PORTUGESA.

 

*ACAMPAMENTOS (SE POSSÍVEL, NA PRÓPRIA ESCOLA).EMPREGOS DE MÚLTIPLOS JOGOS OPERATÓRIOS PARA EXPLORAR HABILIDADES E CONTEÚDOS NATURALISTAS.

 

 

ENSINO SUPERIOR

*ESTABELICIMENTO DE VÍNCULOS ENTRE DIFERENTES LINGUAGENS E ENTRE AS CARREIRAS AADMINISTRATIVAS,MATEMÁTICAS,JURÍDICAS,SOCIAIS E NATURALISTAS.

*GRUPOS (VOLUNTÁRIOS)DE DEFESA AMBIENTAL ERESTAURAÇÃO DO PATRIMÔNIO NATURAL.

*CLUBES DE ESCURÇÕES E CAMINHADAS.

 

 

ENSINO SUPERIOR

Comments (2)

Anonymous said

at 5:48 pm on Sep 6, 2007

o tema naturalista deu a perceber que foi muito bem elaborado.....eles usaram várias explicações para explicar o naturalismo das coisas da natureza etc.......
eu gostei muito vocês estão de parabéns.......
bju
tchau

Anonymous said

at 6:03 pm on Sep 6, 2007

Eu acho que as crianças nascem com uma das inteligências , espacial e tal mais, e espero que aprovem a nova inteligência EXISTENCIAl, pois acho que pelo que o doutor diz lá eu teho akela

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